ouvir, falar, escrever

laerte

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tenho tratado do tema “disciplina e rendimento escolar”  com um ou outro colega, no sentido de tentar abrandar um incômodo que sinto neles (os colegas) no que diz respeito ao suposto pouco interessem em estudar de alguns… ou vários. vez por outra ouço de muitos o desconforto diante da apatia de alunos, em sala ou da desatenção dos jovens… às vezes ouço o mais grave: “eles não estudam”. então, pra não dizer, na lata, que o problema sempre pode ser resolvido pelo professor — e correr o risco de perder o colega, tenho tentado eufemismos que me garantam sobrevida após as conversas. aqui vai, em outras palavras, o que já escrevi, um tanto, nesse espaço e o que tenho mesmo vivido, queria que servisse para ajudar a quem precisa: neste século 21, dentro de escolas minimamente organizadas, ou seja, com equipamento digital, em sala, com número razoável de alunos dentro dela (na minha cabeça, no máximo 25), creio ser simples buscar interagir com eles no sentido de haver troca verbal. há de ter fim essa história de “aula expositiva”. pelo menos em mais da metade das aulas ela precisa sumir. chega, já deu. se é para passar conteúdo, apenas, então eles já sabem onde buscar. a questão é o debate, o questionamento, fazer com que o jovenzinho pense nas relações possíveis entre o que se expõe, via professor(a) e as questões sociais que nos afligem, desde o entretenimento até a vida política de sua cidade, seu continente.  o aluno vai crer que seu professor sempre terá ponto de vista a respeito de variados assuntos, dentro ou fora de sua área. o professor passa a ser líder e desce do pedestal em que muitos se colocam no afã de simplesmente conseguir passar conteúdo. é pouco. há outros professores, em ensino médio, que creem que o melhor para a turma é passar no vestibular. é super cômodo porque se o estudante não passa a responsabilidade nunca vai ficar na conta do mestre. por isso, em sala, despenca uma avalanche de exercícios típicos de um “exame”, nunca de uma “avaliação”. pior: muitos não sabem a diferença entre uma coisa e outra. claro está que o professor não é o único responsável por algum desinteresse, a comunidade toda (direção, pais etc) precisa estar atenta e acompanhar os trabalhos.
enfim, não me lembro mais do último problema disciplinar que tive, dentro de sala de aula que fosse crônico… deve ter ficado no começo da carreira, quase três décadas atrás. mas não me vanglorio disso, porque sei que posso estar enganado, daí compartilho isso, o texto de novembro último, do “estadão” é um norte…. é exatamente isto que penso e me movo nesse rumo há décadas… aqui está o artigo do jornal:

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terminando: tinha muita vontade de compartilhar com colegas as saídas possíveis para buscar aula ótima, não no sentido vertical “ruim/ bom/ ótimo”, nada de maniqueísmos, porém, um  dia a dia escolar menos tenso, um dia a dia escolar em que não se tenha a impressão de se estar lutando com a classe em nome de um terceiro elemento vago, chamado “silêncio”, “atenção” ou coisa do tipo…

Sobre carneiro

letradeletra é heterônimo [ carneiro ] professor, escritor, vlogger, cozinheiro e lunático
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