era dos descobrimentos

afresco - Pompeia, Italia

afresco – Pompeia, Italia

fico pensando em tanta discussão sobre a sexualidade alheia, hoje, porque, nesse ocidente quem dita regra é quem tem cartão de crédito e, talvez, camarote. ultimamente, são os medrosos, sem identidade, que usando e míticos poderes e também seus cartões superluxo tentam fazer valer a lógica medieval da masculinidade poderosa e ditadora de normas. mas tenho boa notícia para quem tem cérebro. essa fase está esfarelando.

o poder fugaz da heterossexualidade e monogamia — como caminho único pra felicidade — não consegue sustentar-se sobre o discurso simples do respeito ao próprio corpo. do respeito ao outro. seu corpo, suas regras. a questão do estar familiarmente estabelecido, nos moldes do positivismo- cristão, fez parte, entre os séculos XIX e XX de um dogma meramente mercadológico, esticado do período medieval, pelo simples fato de que o teocentrismo ainda agradava à política de muitos estados, no ocidente. questões envolvendo interesses financeiros  visando constituição de família centrada numa suposta verdade baseada na felicidade a partir trilogia “marido”, “esposa” & “filhos”… isso realmente cansa. não digo que cansa este modelo acima, que, diga-se de passagem, fez e faz a felicidade de muita gente. o que cansa é a campanha sórdida e secular pela disseminação desse modus vivendi como a única trilha para realização pessoal. daí o fato de que toda mulher sozinha, não-casada, ser alvo de assobios ou constrangimentos de toda ordem. daí a violência contra mulheres. isso sim cansa. a liberdade sexual, só pra ficar nesses últimos trezentos anos, sempre foi prerrogativa masculina. já deu, essa história. olhem, até hoje se vê, pelas publicidades, mundo afora, um produto qualquer (carro, xampu, imóvel) ladeado por uma moça jovem e risonha. nada contra as moças, diga-se, mas por que essa associação bens de consumo materiais e uma mulher ??? cansei.

leia matéria interessante sobre o tema – regina n lins (clica)

Sobre carneiro

letradeletra é heterônimo [ carneiro ] professor, escritor, vlogger, cozinheiro e lunático
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