santo mineiro maneiro

em tiradentes, o destaque é, certeza, a matriz de santo antônio (1710). portada de aleijadinho e o órgão português do século 18 dão charme ao conjunto. a serra de são josé, vista do adro da igreja é tatuagem no cérebro. há um relógio de sol, à esquerda da igreja, também no adro. século 18. a construção é de pedra sabão, de um tal leandro chaves. não conheci leandro. quando cheguei a tiradentes, pela primeira vez, em 1993, ele tinha morrido havia mais de um século.

o nome da igreja se deu em homenagem a um português do século 12. o sujeito entrou na ordem dos agostinianos, no final do dito século. o nome ? nada de antônio. era fernado de bulhões. vai entender. mas isso é uma outra história. voltemos a minas.
o óculo central é bem chamativo, o que confere mais luz ao interior. chamada de barroca também por adornos em ouro, a igreja foi adornada assim por antonio caldas. consta nos autos que o sujeito recebeu 7.200 réis pelo douramento. haja ouro.
a pintura é do manuel de jesus, data de 1798. ele era um alferes mulato e bom de traço, nasceu na região mesmo.

se me lembro bem, são seis altares laterais. um deles a são miguel arcanjo, de traço bem marcante.
logo na entrada, à direita, há homenagem à nossa senhora do terço (rosário), uma vez que é a irmandade do santíssimo sacramento quem se responsabilizou pela construção da igreja toda.

depois da igreja, devem passar pelo chafariz de são josé, lugar que ainda recebe agadoisó do bosque da mãe d’água, que fica atrás do dito cujo. tem uma trilha que vai até bem longe, mas a gente não foi muito não. o chafariz é feito em partes de quartzito. a água caindo na bacia de pedra vai fazer meu amigo marcão tirar foto. lamentavelmente, ele vai fazê-lo em preto e branco, mas a gente perdoa. é o marcão.

na praça do centro, já viram, bares e restaurantes borbulhando de galinha “ora pro nobis”, feijão tropeiro e couve com torresmo. escolha qualquer um, mas peçam cachaça também. só aceitem cerveja mineira. um paraíso de opções, incluindo a becker que é nome do bar da praça.

o “entrepot du vin”, na região da praça, é a cara de vocês. mas nós nos recusamos a entrar porque, como o nome sugere, vinho, vinho, vinho. e nós viajamos milhão de quilômetros em busca de cerveja. mas, como sou mais generoso que um franciscano, garanto que o lugar é bem servido de opções nessa linha, pra mim, nada mineira.

o restaurante que a gente queria lembrar é o “estalagem do sabor”. e há o bacanésimo, “panela de minas”. o primeiro, uns 200 metros longe da praça, o segundo, no óbvio.
em bichinho, vá para o “atelier da cerveja”, bem legal.

clica já pra passear

atelier da cerveja

atelier da cerveja

museu  (o amarelo, não o listrado)

museu
(o amarelo, não o listrado)

Sobre carneiro

letradeletra é heterônimo [ carneiro ] professor, escritor, vlogger, cozinheiro e lunático
Esse post foi publicado em amor, educação e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s