ode à aspirina by joão

joão cabral de melo neto teve enxaqueca por anos… em sua época, anos 60, havia a aspirina, ele chamava de “sol”. fez um poema, “ode à aspirina”, vale a pena. tudo de joão vale. eu, hoje, não tomo alegria, como naquele poema do bandeira, lembra? “uns tomam éter, outros cocaína; eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria”.
dureza dor de cabeça.

pensar no futuro, por vezes incerto, como agora. 
uma das escolas em que trabalho fechou salas… alguns professores perderam tudo, outros, como eu, 94% de tudo. é muito. alunos com bolsa choram, professores que perdem gratuidade de seus filhos choram também. joão tinha aspirina. bandeira tinha alegria. é pouco.

Sobre carneiro

letradeletra é heterônimo [ carneiro ] professor, escritor, vlogger, cozinheiro e lunático
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