ainda a utopia

em janeiro, deste 2016, o exame vestibular da fuvest (usp) pediu a seus candidatos e candidatas que escrevessem texto argumentativo sobre “utopia”. de cara, adianto: utopias são necessárias. deveriam vir na cesta básica.
vejam como ficou o comentário.

 

 

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uma chance para chorar

monaamorquem são romeu e julieta não é mistério a ninguém, minimamente letrado …
mas por que tanta popularidade? 
tragédia shakesperiana que encanta os sonhadores e às vezes irrita quem prefere a outra dupla ofélia-hamlet … ou ainda dante-beatriz. mas o melhor mesmo é me assistir.

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costela de romeu

resolvi fazer costela na grelha. a questão é que iria fazer sofrer não só a costela, mas quem saiu dela. julieta ou eva, não importa. mitos. julieta e eva lembram sim essa coisa de “recatada” e etc. terrível não? queimei todo mundo. veja como foi.

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ainda na luta

laerte livro a imprensa e os tais liberais fizeram sórdida campanha, nesses últimos vinte, vinte e cinco anos, contra a vida pública. minaram as bases de sustentação da república, apenas para que pudessem manipular e direcionar o destino do país para visão do lucro. terceirização, venda da petrobrás, redução de direitos trabalhistas… como esperavam vencer eleições em 2014, esqueceram que o país tinha povo. perderam. agora tentam arrancar na mão, sem crime de responsabilidade algum, a presidenta de seu cargo. o cargo que recebeu pelo voto. como bem disse eduardo castro, você que achava que “político é tudo igual”, você que foi passear no dia da eleição como forma de protesto, olhe no que deu. cunha se fortaleceu. temer, golpistas que viram, nessa brecha institucional (chamo de “brecha” a aceitação por parte da população desse jogo que é transformar política em negócio) uma chance de governa para si e seus pares. independente do resultado, a direita coronelista vai tentando ditar o horror, chamando quem é favor do estado e da democracia de “comunistas”. faltou estudo e sobrou “globo”. uma pena. mas a luta continua.

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guerra e arte

francisco de goya y lucientes nasceu em abril de 1746. digamos que fez 270 anos. pablo ruiz picasso também está marado pelo mês de abril, mas pelo mês de falecimento. nasceu em córdoba, espanha, 1881. morreu em 1976. picasso retratou guernica em tempos de guerra sob a fúria de francisco franco, o ditador generalíssimo. goya pincelou a tragédia da invasão napoleônica em madri, 1808.
pois é, o mês de abril é sugestivo para relembrar duas figuras importantes da arte ocidental, uma vez que, em dois trabalhos, vamos encontrar diálogo franco, com perdão do trocadilho, pablo — sobre momentos de guerra e desespero. venha ver!

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democracia sim

12976963_475332219323904_4404657585383748028_o  imprensa e elites financeiras do país acham (ou achavam) interessante montar no cavalo selado de cunha porque seria bom derrubar governo eleito e sedimentar o fim dos direitos trabalhistas beneficiando empresariado. beneficiando, claro, quem está com ficha suja, dívidas e ligações com a corrupção, como rede globo, por exemplo. imprensa e elites financeiras (um depende do outro, lembre-se) se esqueceram de que existe povo. e ele vota. quem não gosta do voto é aquele que foi vestir camisa amarela e bater panelinha.
não é assim que se constrói país. é assim que se destrói. agora, se cunha e temer vencerem, no domingo, as acusações contra esse mesmo cunha e seu grupo somem. o deputado que gerou processo de cassação de cunha, via comissão de ética, fausto pinatto renunciou, esta semana. ele disse ter recebido ameaças, dias atrás.
de novo: cunha só encaminha processo de impedimento da presidenta porque o p.t. não foi contra o processo de cassação dele, eduardo cunha, na câmara. até maluf já embarcou na carruagem dos golpistas, como se isso fosse novidade.
por que gente como cunha, bolsonaro, malafaia ou marco feliciano existem no congresso? por que parte da população que vive de rede globo e revista veja acredita que personalizar a vida política é a verdade da república. quem se desinteressa pelas urnas acaba sendo levada pelo sopro moralista e tenebroso dessa gente que está lá apenas para assaltar justamente quem neles votou, discursando contra homossexuais, vilipendiando a ordem pública apoiando manobra golpista desse moro, filho do pior “tea-party” da américa. quem vota nessa gente nada entende de democracia. felizmente, não passarão.

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ilustre lusitano

Instantâneo 2 (12-04-2016 15-51) achei que poderia fazer breve registro, seis minutos, se tanto, sobre o livro do poetastro camões.
“os lusíadas”, um daqueles livros mais conhecidos que lidos. verso decassílabo, narrativa histórica e muita aventura mítica.
é camões. é literatura.

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limbo

laerte cansado soldado

no “purgatório”, segundo livro de “a divina comédia” (dante), o canto 3 traz uma passagem curiosa e triste, como aliás, ocorre em toda essa parte, uma das mais surreais e interessantes do livro todo.
depois de conversarem com catão, senador romano (séc II a.c.), virgílio confessa que aos humanos é dado apenas aceitar as coisas como existem, como são, ao invés de procurar saber-lhes as razões. cita platão e aristóteles que, de fato, foram influência para o trabalho do próprio virgílio. esses pensadores, assim como outros, ainda estão no limbo. nesse momento da reflexão, o parceiro de dante fica emocionado, baixa a fronte. está triste. limbo, aliás, lugar onde está o próprio poeta latino. quando ele fala em “aceitar como são” não creio seja pensamento dele mesmo, virgílio, mas uma constatação, dentro do mundo de deus e diabo, o que, nada, nada são a mesmíssima coisa.
vejam o terceto fatídico, no canto 3:

Ó gente humana! Que te baste o ‘quia’!
Pois se tivesses tudo penetrado
Mister não fora o pato de Maria!    

algo como: se esses pensadores tivessem alcançado tudo, todo o conhecimento, então, não seria necessário o nascimento do filho de maria. 
quia” significa “aquilo que é” – nota de cristiano martins, tradutor do poeta.
no século 13, quando viveu dante, talvez fosse uma explicação possível para a condenação de que foram vítimas, aristóteles e outros de seu tempo, via pensamento católico. quem recupera, mesmo que de modo enviesado, esse pensador grego, é tomás de aquino, no mesmo século 13.

não é de se espantar que a normalidade vigente nos tenha imposto igual juízo. ia escrever “pena”, risquei. deixe “juízo”, aqui, igual a destino. ou seja, joga-se no limbo quem parece ter mais argumento que o outro… o fato do outro existir com um tanto mais de brilho do que a normalidade é senha para sua destruição. depósito da raiva e das frustrações do outro. 
na nossa via, selva selvagem, existe um tanto de desesperança sim porque a realidade é cruel. então, nega-se a realidade para que se possa suportá-la. é um tanto paradoxal, mas vai ficar assim mesmo, não vou perder tempo explicando tudo. poucos — ou ninguém — são os que acenam com gesto para ajuda. o que mais há é punição, condenação e esquecimento.
o desgosto de virgílio é sintomático. compreensível: olhar adiante e ver gente tão ou mais legal que você apenas ganhar o limbo, é de doer. gente que pregou pesquisa, entendimento do mundo, visão geral das coisas que existem…. todos no limbo. no fim da idade média, como já disse, era até compreensível. mas hoje? 

 

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filé de leitoa

quem sabe fazer filé mignon de porca ? melhor é me assistir!

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a consciência do mal

21372-fbd04185cff41dd32cb993eaacc8f9f1 “o mito de sísifo” é um capítulo dentro do livro que leva este mesmo nome, assinado por albert camus, publicado em 1943. ele, escritor modernista, lavado de existencialismo. 
penso nesse texto porque falo e falarei sempre de “a hora e a vez de augusto matraga”, do rosa, nosso melhor escritor. o livro em questão é “sagarana“, de onde “a hora e a vez…” é um dos contos. “sagarana” é palavra composta, meio germânica, meio tupi. numa tradução livre, teríamos “à moda de histórias épicas“. são narrativas míticas. aventuras que provocam reflexão. às vezes morte. longe da realidade, o homem se realiza mais, penso eu.
voltando ao camus. sísifo é elemento da mitologia grega que é condenado a carregar uma pedra até o cimo de um monte. ela, por ser o que é, rola para a planície. sísifo desce o morro e faz o caminho de subida novamente. até que a pedra role novamente. isso seria o mal. o castigo? o castigo em si ou a consciência do trabalho inútil?
em “a hora e a vez de augusto matraga” pode-se dizer que o mal é a vingança que, para nhô augusto, se fazia necessária. não vou resumir a história aqui, não é isso que importa, nesse espaço. a questão é expor a ideia do mal para que, sustentado por alguma verdade, se tenha domínio sobre o medo do mal. não sei o que é pior, juro: um ou outro. o que faz matraga sair à revelia da razão, montado num jumento, pode não ser loucura, mas medo dela. matraga é figura criada para resolver questões à bala. como se sabe, passa quase sete anos, mais ou menos, no sítio do casal quitéria e serapião, regenerado. supostamente. provocado por joãozinho bem-bem e por seu próprio medo de não recuperar mais identidade perdida, matraga sai do sítio e vai ao seu destino. é redenção. é felicidade. é o enfrentamento do mal.
em “o mito de sísifo“, camus expõe sua curiosidade. diz ele: “Sísifo vê então a pedra resvalar em poucos instantes para esse mundo inferior de onde será preciso trazê-la de novo para os cimos. E desce outra vez à planície. É durante esse regresso, esta pausa, que Sísifo me interessa. Um rosto que sofre tão perto das pedras já é, ele próprio, pedra! Vejo esse homem descer outra vez, com um andar pesado, mas igual, para o momento, cujo fim nunca conhecerá. (…) Em cada um desses instantes em que ele abandona os cumes e se enterra pouco a pouco nos covis dos deuses, Sísifo é superior ao seu destino. É mais forte que o seu rochedo.
ter a consciência do mal não nos faz menos sofredores, mas é meio caminho para um enfrentamento. o mal não se resolve. um samba de vinícius vaticina: “tristeza não tem fim; felicidade sim”. 
se como muita gente apressada diz que o mal é o oposto do bem, então tudo é permitido. o mal seria um “bem invertido”. pausa para riso de escárnio. balela. se o bem é uma sensação de conforto, prazer, então temos um conceito abstrato para este bem. logo, se o mal for mesmo o oposto do bem, então ele não é uma ideia, uma abstração, sendo então possível encontrá-lo em um objeto, numa gaveta ou estampado em camisas. pois é. o mal sendo contrário do bem é raciocínio que interessa aos religiosos cristãos, nada mais. o mal como não-ser está presente desde antes de agostinho (séc V d.c.). se se pensa que o ser é o bem, então o mal é aquele nada. aquele que não é. difícil definir o não-ser sem apresentar contradição. à medida que se conceitua, se nomeia esse “não” então ele deixaria de ser o “não” para já ter alguma existência, mesmo que em conceito. mal é aquilo que acontece enquanto o prazer não vem. algo parecido com outro mito, o de tântalo. ele, castigado também, está numa região natural e, ao buscar água, esta se distancia; ao erguer-se para colher frutos, estes se erguem, em seus galhos, impedindo a tântalo de os alcançar. querer, desejar, é infinito. alcançar o equilíbrio da pedra no alto do morro já é sonhar demais…. 

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diversão na areia

toque-toque é pertinho de maresias. colado em santiago. quase em frente à ilha do aparas. tem mar, camarão, peixe, arvoredo, coco, água de dentro do coco, mata atlântica e alguma memória dos índios… em um ou outro nome de ave ou rio…  mais do que isso, só indo lá…. ou me assistindo!

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